Relatório da felicidade enaltece a Finlândia e os outros países nórdicos: as pessoas devem cuidar umas das outras

O Relatório Mundial da Felicidade, publicado anualmente, busca medir a satisfação das pessoas em mais de 150 países. Os países nórdicos alcançam repetidamente uma boa colocação nesta lista. Na edição de 2020 do relatório, a Finlândia está no topo pelo terceiro ano consecutivo.

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O Relatório Mundial da Felicidade de 2020 foi publicado em um momento difícil, com o corona vírus causando grande incerteza em todo o mundo. No entanto, contém informações e implicações que podem ser úteis agora e no futuro, sobre como as pessoas podem se cuidar e promover o bem-estar.

Publicado no Dia Internacional da Felicidade, em 20 de março, pela Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável da ONU, o relatório usa dados de uma pergunta da Pesquisa Mundial Gallup: Em uma escala de zero a dez, onde você coloca sua própria vida (com zero sendo a pior vida possível e dez sendo a melhor vida possível)?

O relatório não mede a jovialidade geral  e nem a frequência dos sorrisos, mas a satisfação das pessoas com suas vidas – o quão satisfeitas elas estão.

Os outros países nórdicos estão todos juntos nos sete primeiros lugares: Dinamarca (2), Islândia (4), Noruega (5) e Suécia (7). Os dez primeiros também incluem Suíça, Holanda, Nova Zelândia, Áustria e Luxemburgo. No entanto, a lista de países em ordem de felicidade ocupa apenas três páginas de um relatório de 202 páginas em inglês. O que mais há nele, então?

O documento possui muitos dados, gráficos e tentativas de explicar o que traz a felicidade. O principal objetivo é, como afirma a introdução, “revisar a ciência de medir e entender o bem-estar subjetivo”. Em 2020, o Relatório Mundial da Felicidade enfoca especialmente o meio ambiente em três sentidos: ambiente social, ambiente urbano e ambiente natural.

Um capítulo do relatório intitulado “A excepcionalidade nórdica: qual a explicação para que os países nórdicos estejam frequentemente entre os mais felizes do mundo”, é uma coautoria de Frank Martela, da Universidade Aalto, na Finlândia, Bent Greve, da Universidade Roskilde, na Dinamarca, Bo Rothstein, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e Juho Saari, da Universidade de Tampere, na Finlândia. O artigo conclui que uma maior confiança pessoal e institucional é um fator chave para explicar por que as avaliações de vida são tão altas nos países nórdicos.

“É claro que existem muitas maneiras de medir a felicidade, mas neste estudo, felicidade significa a satisfação das pessoas com suas vidas”, diz Martela no vídeo abaixo. “Se medirmos a satisfação, a pesquisa mostra que ela se correlaciona com o bom funcionamento da democracia, eleições livres, imprensa livre, um baixo índice de corrupção e serviços inclusivos de segurança social, ajudando aqueles que precisam de assistência”.

Frank Martela, pesquisador e filósofo da Universidade Aalto, discute porque a Finlândia e os outros países nórdicos têm se saído repetidamente bem no Relatório Mundial da Felicidade, publicado anualmente (vídeo em finlandês com legendas em inglês).
Video: ThisisFINLAND.fi

Pela equipe do ThisisFINLAND, março de 2020

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